Atualmente o Grupo esta trabalhando, entre outros, com o Projeto de Coleta Seletiva.
O grupo Laboratório do Cotidiano visa a reabilitação para o trabalho, a reintegração psíquica e o resgate da cidadania, de seus participantes; o que vem realizando através do desenvolvimento e da implantação de projetos que rearticulam, no cotidiano de seus membros, uma dinâmica integrativa de experiências laborais dentro e fora do hospital dia.
Lixo é o conjunto de restos materiais, aparentemente inúteis e sem valor, que não nos servindo de imediato para mais nada, não hesitamos em descartar e enviar para fora de casa, através da coleta pública municipal, no nosso dia-a-dia. O Brasil é considerado um dos países que mais desperdiça no mundo, num misto que engloba desde produtos alimentícios até materiais de construção.
Estudos indicam que o paulistano gera por dia 1,2 quilo de lixo domiciliar por pessoa. Na Ceagesp em São Paulo, uma tonelada de alimentos é desperdiçada diariamente. Na construção civil o índice de desperdício é de 33 %.
Coleta seletiva é a atividade de separar os materiais passíveis de serem reaproveitados ou reciclados dos resíduos orgânicos (sobras de alimentos e lixo do banheiro), sendo eles: metal, papel, plástico e vidro. Costumam ser separados em containeres de cores diferentes que facilitam o trabalho e requerem alguma atenção na hora do armazenamento.
Reciclagem é a transformação do resultado da coleta seletiva – papel, plástico, metal e vidros usados – em novos produtos, que retornam ao mercado. Por meio da reciclagem, papéis transformam-se em folhas novas ou caixas de papelão; vidros em garrafas ou frascos; plásticos, em potes e vassouras; e metais em latas ou recipientes. A reciclagem é, portanto, um processo que poupa o corte desnecessário de árvores, a geração incessante, cíclica e repetitiva de matéria prima poluente, além da ocupação desnecessária de terrenos destinados a “lixões” ou a “aterros sanitários”. É sabido que em cidades com sistema de coleta de lixo ineficiente, terrenos baldios, beiras de estradas e rios acabam sendo o depósito de rejeitos domésticos de toda natureza, independentemente de seu tempo de degradação.
Para termos uma idéia do que vamos produzindo e do impacto que o nosso lixo gera na natureza, vejamos o tempo de degradação de alguns produtos comuns, utilizados em nosso dia-a-dia: papel – 03 meses; tecido – 1 ano; filtro de cigarro – 2 anos; madeira pintada – 13 anos; tampa de garrafa – 15 anos; náilon – 30 anos; latas de conserva – 100 anos; latas de alumínio – 200 anos; plásticos – 450 anos; fraldas descartáveis – 600 anos; vidros e pneus – tempo indeterminado.
O Brasil recicla menos de 5% de seu lixo urbano contra 40 % nos EUA e na Europa. Porém apesar do Brasil não estar na lista dos países mais preocupados com o desperdício, vem se mantendo como o campeão na reciclagem de papelão e latas de alumínio.
Do total das latas de alumínio produzidas no Brasil, 85% são recicladas, contra 82,5 % das que sofrem o mesmo processo no Japão. Quanto ao papelão, a diferença é ainda maior, pois a reciclagem no Brasil é de 72 % versus um total de 65 % na Europa. Ainda assim o Brasil vem reciclando somente um pequeno percentual de outros materiais: 21% de plástico e 38% de vidro e de papel.
Entretanto não foi por consciência ou cidadania que o Brasil tornou-se líder mundial na reciclagem desses dois produtos – papelão e latas de alumínio – mas por necessidade. Mais de 300 mil catadores vivem do lixo hoje no Brasil, garantindo uma renda mensal de até R$ 500,00 (na média R$ 300,00).
Algumas associações de catadores, que se organizaram para buscar latas, vidros, papéis e garrafas em domicílio, oferecem o serviço de coleta gratuito, exigindo quantidades mínimas de material para enviar seus cooperados (condomínios – 1 T e casas – 100 Kg). Segundo o Instituto Polis, existem hoje na capital cerca de setenta associações que coletam, fazem a triagem e comercializam o material reciclável, além de sete cooperativas que retiram o material reciclável de porta em porta. (vide relação em anexo).
Objetivos:
Implantar o processo de Coleta Seletiva no Instituto A Casa, contando com a participação de todos os seus freqüentadores.
Criar e desenvolver a conscientização da relação existente entre aquilo que produzimos e que desperdiçamos, bem como, sobre os impactos decorrentes de nossas ações de cidadania sobre o espaço urbano que habitamos e sobre o planeta.
Criar novas possibilidades, de geração de renda e de contato com as organizações envolvidas na cadeia produtiva e cidadã, em nossos pacientes.
Metodologia:
Armazenagem no formato de coleta seletiva do lixo diária gerado pelo Instituto A Casa. Criação de área de armazenagem apropriada para o material coletado cotidianamente nas dependências físicas do Instituto. Efetuação de contatos com organizações envolvidas na coleta e na reciclagem do material recolhido. Negociação e administração dos valores recebidos pela venda do material arrecadado e vendido. Divisão dos valores recebidos entre os membros das equipes envolvidas (trabalhadores e pacientes). Administração e decisão junto à equipe quanto ao destino e possíveis investimentos dos valores arrecadados.
Recursos Materiais Necessários:
Quatro containeres apropriados para o depósito de materiais selecionados. Recipiente com volume adequado para a lavagem e higiene do material recolhido. Utilização da linha telefônica para contatos com as organizações envolvidas no projeto. Água para a lavagem/higienização do material coletado. Utilização da internet para pesquisas.
Recursos Humanos Envolvidos:
Coordenação do Projeto:
Profissional (is) envolvidos no Grupo Laboratório do Cotidiano.
Equipe de Manutenção:
Profissionais da cozinha e da limpeza. Equipe montada com pacientes do Instituto A Casa que desejem participar do projeto.
Recursos Financeiros Envolvidos:
Aquisição de quatro containeres de 240 litros cada um de cores diferentes para coleta seletiva de materiais (plástico, papel/papelão, latas/alumínio e vidros) cujo Custo Unitário é de R$ 230,00 e o Custo Total de R$ 920,00. Condições de Pagamento – 28 dias partir da entrega. Prazo de Entrega – Imediato. Garantia – 24 meses para defeitos de fabricação e matéria prima. Com Frete Gratuito (incluso no valor). (Proposta – CRC – Distribuidor Autorizado TAURUSPLAST)
Encaminhamento Atual
1. Prefeitura Municipal de São Paulo.
A PMSP devera enviar no máximo até o dia 03/10/2003, um técnico para avaliar qual o melhor local para instalação de um container a ser doado para o HD, bem como para estabelecer a periodicidade de retirada do material selecionado. (No. Protocolo de Solicitação: CA 400945).
2. Empresa Taurus (Venda de Containeres).
Executando uma cotação de containeres de diferentes tamanhos, a ser nos enviado via fax, até 05/09/2003. (cotação já enviada, conforme página 4).
3. Retirada por Autônomos do material reciclado.
3.1 Martin esta em contato com Eliane (sua vizinha) que ofereceu material escrito sobre o assunto, mostrando-se também disponível para falar sobre a sua experiência de coleta e encaminhamento de material, com diferentes opções.
3.2 Vera esta em contato com um autônomo que poderá vir retirar e que talvez tenha interesse por comprar o material reciclado, assunto a ser definido.
3.3 Regina verificará como esta sendo escoado o material selecionado em seu próprio condomínio e se existe alguma via de escoamento do material no próprio bairro do HD.